Eu tinha apenas seis anos, mas foi o suficiente para que soubesse o que era o céu e como chegar lá.
Nasci num lar cristão, então não foi difícil de conhecer o caminho certo; porém um dia, quando eu tinha cerca de quinze anos, me peguei chorando com a minha mãe, enquanto conversávamos sobre uma colega da escola que não conhecia a Cristo. Eu chorava inconsolavelmente, e soluçava, com medo de que ela fosse ao inferno. Durante esse período da minha vida tive dúvidas sobre minha própria salvação. Ficava com medo constante, mas espanta as dúvidas. Até que um dia orei, reconfirmando a fé que já tinha e pedi a Deus que me dessa a certeza completa da salvação. E depois de alguns dias a tive.
Sei que já era salva, mas aquela reconfirmação foi suficiente para espantar qualquer temor que o inimigo quisesse colocar para me desanimar dos caminhos do Senhor.
Me lembro, que nessa época dos meus quinze anos, tinha falado à minha mãe, em uma de nossas conversas, que nunca casaria com um pastor ou missionário, pois cria que era algo muito difícil. Lidar com pessoas nunca foi o meu forte. Até que em um Confra-Jovens, a mensagem foi sobre Missões e o Pr. Will pregou. A fraze que mais me marcou foi quando ele fez aquela cara engraçada e disse: "Senhor, eis-me aqui... Mas, mande ele!" E apontou o dedo para outra pessoa.
Aquela mensagem me fez pensar muito e, naquela noite, me dispuz a trabalhar para Deus, seja no ministério, seja evangelizando, ou qualquer outra coisa. "Quero fazer o que o Senhor quer!" - eu dizia.
Durante essa época da minha vida, entre os 16, 17 e 18 anos, eu criei um relacionamento fiel com Deus. Tive muitas quedas, mas Deus me ensinou muito.
Foi nessa época que muitas aflições vieram sobre a minha família. Minha mãe teve câncer. Lembro-me de ser abraça pela Marcela no banheiro da igreja. Ela me dizia que não devia temer pois Deus estava no controle.
Quem imaginaria que cerca de 2 ou 3 três anos depois, a sogra dela me abraçaria, também no banheiro da mesma igreja, me consolando por outras tribulações familiares.
Durante toda a minha vida Deus É Maravilhoso!
Ele nunca me abandonou, mesmo quando eu pecava, Ele estava me abençoando.
Sempre compreensivo, o melhor Pai que existe!
Entre os 18 aos 21 anos, eu li vários livros. Um deles me marcou muito em um aspecto importante: Que Deus NÃO é um Pai negligente. Ele sabe o que faz e como fazer, quando e porque, e somente Ele é quem conhece o mais profundo dos nossos corações, até mesmo em partes que nem nós o conhecemos. Desde então, eu O chamo de "Papai".
Só para encerrar, gostaria de frizar algo, que quero que seja lembrado, se algum dia eu for ao lar, e alguém puder contar minha humilde história...
O inferno era destinado a mim, com certeza absoluta, eu o mereço definitivamente, mas por alguma razão Deus me quis, Ele me escolheu.
Costumo ilustrar esse fato, como se Deus estivesse diante de um monte de pontinhos pretos - que somos nós, miseráveis pecadores - e naquela multidão, da qual ninguém conseguiria se reconhecer, pela grande quantidade de pessoas, DEUS, no seu infinito amor, misericórdia e sabedoria, estendeu os braços à mim e disse: "Eu QUERO você!"
Ele me retirou do meio daquela multidão que caminhava rumo ao precipício de fogo eterno, rumo a perdição, a desesperança eterna e me deu uma razão para viver, um motivo para sorrir, um cântico novo! E eu o agradeço imensuravelmente por isso.
A salvação em si, já é Mais do que Suficiente para me fazer feliz, porém Ele fez e continua fazendo muito mais, e sou eternamente grata a PAPAI por tudo o que Ele é, pois sem Ele, eu seria menos que o próprio nada.
Ruth Machado - 27/11/2011
